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Sobre Sergio Venicius

Sergio Venicius Vanin! Programador, Analista de Sistemas, Gerente de Desenvolvimento, revoltado, louco, sonhador, tímido, observador, muitas vezes mudo, pesquisador, chato e não aceito a comodidade por muito tempo.

O novo projeto Hub2b

Este post eu considero como um dos mais importantes deste blog. É sobre oportunidades e futuro.

A primeira oportunidade que aproveitei depois de formado foi me tornar membro da AIESEC, aprender sobre liderança, desenvolvimento pessoal, fazer amigos, e realizar um intercâmbio.

Quando vim para a Índia para realizar o intercâmbio, tracei como objetivos melhorar o meu inglês, trabalhar com padrões de projeto em projetos reais, conhecer a visão de mundo do pessoal daqui, conhecer a cultura, trabalhar com novas tecnologias, e conhecer outros intercambistas de outras partes do mundo.

Atingir os objetivos (ainda quero mais disso), e algo mais (desenvolvimento web, pesquisas, viagens). Em uma conversa com o dono da empresa (Mr. Ajay), expus que gostaria de abrir uma empresa no Brasil, e nesta mesma conversa, ele falou que gostaria de vender o produto no mercado Brasileiro. Além da experiência com os intercambistas brasileiros estar sendo boa, o comportamento como empresário do Mr. Ajay é de disseminar o software EDI em outros países, pois as indústrias indianas ainda não assimilaram a necessidade e benefícios de uso de um sistema deste tipo.

Foi então que a oportunidade se concretizou: formar uma empresa para revender os produtos da EDISPHERE Software, além de estar aberto a desenvolver softwares próprios, na área de B2B (business to business, comércio entre empresas).

Em sociedade com o Ricardo Sponchiado, entramos nessa idéia e já estamos no mercado. Já nos colocamos na web, e já começamos a trabalhar na divulgação do produto e da empresa.

O nome do empreendimento é Hub2b, uma alusão ao conceito de Hub (Conector) descrito nos livros sobre o Steve Jobs (A cabeça do Steve Jobs, e A Biografia) – e que me chamou a atenção, e o B2B (Business to Business). Isto também considerando que o principal produto é um middleware (software conector) que conecta sistemas de várias empresas parceiras comerciais.

O site já está no ar, bem como a página do facebook e o twitter. Visite todos! E ao trabalho!

Visite o site e entenda a solução: www.hub2b.com.br
Curta a página do facebook: www.facebook.com.br/hub2b
Siga-nos no twitter: www.twitter.com/#!/hub2business


Atualizações

Fala povo!

Atualizações daqui, prá não parar o blog:

Sessão calor aqui em Nagpur, média de 40, 42, que vai até metade de Junho (dizem que pode chegar a 48);

Paramos com as viagens porque é calor demais, ninguém aguenta dentro de ônibus ou trem muitas horas (e daqui prá qualquer lugar é pelo menos 6 ou 8 horas); Voltaremos com as viagens depois do período de chuvas (lá por setembro mais ou menos..

Visitamos uma floresta aqui por perto e um templo que eu ainda não tinha ido aqui na cidade.. as fotos estão aí embaixo :)

Por aqui está tudo bem, seguimos trabalhando e estudando sempre..

até!

 


Pachmarhi

Pachmarhi é uma pequena cidade quase em meio a um parque nacional, com muitas florestas, cachoeiras, trilhas.. Um bom lugar para passar o fim de semana.
Há 7 horas de ônibus de Nagpur, com um ônibus não muito confortável (mas que nada) e muita curva ao redor das montanhas, achamos um hotel às 4 da manhã (o melhor hotel que fiquei até agora, 600 Rúpias a diária, 23 Reais), para procurar um jipe umas horas mais tarde e ir explorar as cachoeiras.

Então a gente visitou a Bee Falls (Quedas da Abelha), a Duchess Falls (Quedas da Duquesa), e uma piscina natural chamada Apsara Vihar, isso no sábado..
No domingo, mesmo horário de partida de manhã. Domingo visitamos mais lugares.. Fomos até a Mahadeo Cave (caverna Mahadeo), Shiva Shrine, Jata Shankar, Pandav Caves, fomos ver umas pinturas da idade da pedra, e mais alguns lugares que não me recordo os nomes. Finalizamos no fim do dia andando de pedalo num lago até ver o pôr do sol.


Holi Festival

Oooh, quinta feira 8/3 foi comemorado o Holi Festival, festival das cores aqui na Índia.
Nesse dia todo mundo sai na rua se atirando tinta, água, fazendo festa numa bagunça muito engraçada e alegre.
Quem não quer se sujar, não sai de casa nesse dia. Quem sai de casa, possivelmente vai perder a camiseta, a bermuda, o chinelo, enfim, o que estive trajando. Por isso, é dia de vestir a roupa mais velha, se juntar com a vizinhança, e dá-lhe tinta e água um no outro.

Tem um ritual que é seguido, onde na noite anterior ao dia de festa, fogueiras são acesas nas ruas, simbolizando a queima de Holika (leia a estória abaixo), ou a queima de todo o mal. Então o pessoal se cumprimenta, faz umas rezas por si mesmos, e deixam o fogo terminar por si próprio. No outro dia todos estão preparados para a festa.

Separei algum treço da wikipedia que explica sobre o festival:
“Todo ano, milhares de hindus participam do festival Holi. O festival tem muitas propostas: celebrar o início da privamera, comemorar alguns eventos da mitologia Hindu, etc.
No Vaishnavismo, Hiranyakashipu é o grande rei dos demônios, e ele é criação de Brahma (o deus hindu que representa a destruição). Hiranyakashipu cresceu arrogante e atacou os céus e a terra. Ele queria que as pessoas parassem de rezar para os deuses e começassem a rezar para ele.
De acordo com a crença, o filho de Hiranyakashipu (Prahlada) era um devoto de Lord Vishnu. Apesar de várias tentativas de mudança de Hiranyakashipu, Prahlada continuava a rezar para Lord Vishnu. Então ele foi envenenado por Hiranyakashipu, mas o veneno se tornou nectar em sua boca. Hiranyakashipu então ordenou que ele fosse atacado por elefantes, e Prahlada permaneceu intacto. Então ele foi posto em um quarto com fome e cobras venenosas, e sobreviveu. Todas as tentativas de Hiranyakashipu de matar seu filho falharam.
Finalmente, ele ordenou o jovem Prahlada a sentar em uma fogueira ao lado de Holika (irmã de Prahlada). Holika não podia morrer pois ela possuia poderes de não ser queimada pelo fogo. Porém ninguém sabia que Holika perdia esse poder se entrasse em uma fogueira com alguém. Prahlada entrou na fogueira com Holika, rezando para Lord Vishnu protegê-lo.
Então quando o fogo começou, todo assistiram Holika sendo queimada até a morte, enquando Prahlada sobreviveu intacto.
A salvação de Prahlada e a queima de Holika é celebrado como Holi.”


Percepções da Cultura Indiana

Até o momento, observando o comportamento e modo de vida indiano, tive as seguintes percepções a respeito da cultura:

Aqui a religião é muito presente. Não é no modelo “tudo o que acontece é vontade dos deuses” como já li por aí, nem na “fácil aceitação” da situação de vida de cada pessoa. O respeito e a mistura de religiões na vida das pessoas é notado profundamente na cultura. A maioria dos indianos lutam por melhorar de vida, lutam contra o fim da corrupção, tentam fazer o seu melhor.. Mas tudo respeitando crenças, muitas delas ortodoxas, impostas pelas religiões. Política e religião se misturam, uma dando espaço à outra, levando o país do seu jeito.

Tentar se dar bem em cima de turistas. O pessoal do comércio, com sua vida dura, sempre tentam ganhar uma grana extra em cima dos turistas. Seja nas viagens de auto-rickshaw, seja nos handcrafts, enfim, em qualquer coisa que não tenha preço fixo e que seja informal. Isto faz com que, mesmo quando eles não estão com más intenções, o pessoal fique com um pé atrás. Nos mercados, todos os produtos tem o preço fixado na embalagem, o que nos alivia da desconfiança.

Costumes diários inadequados. Aqui é comum você sair na rua e ver os homens cuspindo a todo momento, puxando catarro (lá do fundo), arrotando alto. Costumes não muito bem vistos ocidentalmente falando. Mijar nos muros também um ato que se vê frequentemente, fazendo com que as calçadas não sejam usadas pelas pessoas.

Sistema de castas, preconceito. O preconceito aqui é gigante. O sistema de castas inibe muita gente de trabalhar em determinadas posições, fazer determinadas coisas, além de classificar pessoas e discriminá-las. O maior problema é a crença de que para pertencer à uma casta “melhor”, só nascendo de novo. Já li notícia de um homem ser espancado por tomar água na mesma garrafa de outro, sendo de uma casta “mais baixa”. Atualmente este sistema ainda está funcionando, mas creio que está sendo revisto também. Ah, aqui também tem as cotas, mas neste caso é para as castas.

Muito estudo. Aqui o pessoal estuda, e bastante. A área tecnológica aqui está em grande crescimento, e é possível ver cursos de linguagens de programação “a dar com um pau” por aí. Mas não só tecnologia, o pessoal estuda de tudo. Alguns indianos que conheci têm aulas até no domingo.

Satisfação em ser indiano. Aqui o patriotismo é forte. O pessoal tem satisfação em ser da Índia. Mesmo com todos seus problemas de pobreza e corrupção, o pessoal acredita e tem fé que as coisas vão melhorar. Já vi isso em algum lugar, hehehe.

Respeito à diferentes crenças, e ao mesmo tempo desrespeito. Culpar alguém por fazer algo diferente das tradições. Entretanto, a convivência entre todas estas culturas é consideravelmente tranquila, sem violência. Aqui a cultura é muito ortodoxa. Se você se veste com roupas ocidentais, tem a cor da pele ou cabelo diferente, é estranho. Estrangeiro aqui na minha cidade é visto como alienígena, ou superstar.

Curiosidade. Continuando o item anterior, é comum e engraçado o pessoal pedindo para tirar fotos no supermercado, nos pontos turísticos, na rua.. as vezes até com a nossa própria câmera. Além disso, a primeira pergunta é de onde você veio, quanto tempo está aqui, o que está achando da Índia..

Riqueza e pobreza visível. Aqui os extremos convivem de perto. Até o período que estou aqui, vi alguns casos de extremos de pobreza e riqueza. Vizinhanças com mansões monstruosas, e pessoas vivendo no meio dos lixões perto das estações de trêm sem o mínimo de higiene básica. Também pude perceber que em muitos casos não há pobreza, mas desleixo por cuidar das coisas “materiais”. Juntando o desleixo com a poeira dos 5 meses sem chuva, tudo parece pobre. Talvez mais um ponto para a cultura que coloca a religião acima de várias coisas, não dar bola para coisas materiais e sim para o espiritual.

Não violência. Poucas vezes vi pessoas se desentendendo. Não se vê violência de brigas, assaltos, e essas coisas. Alguma que outra pelo jornal. Quando há discussão, a discussão fica em quem fala por último, não tem luta. Nós como turistas não entendemos nada, já que as discussões são em Hindi.

Fora comida, trânsito, bebida, a situação das mulheres, etc..


Questionamentos de análise de problema/solução

Estes questionamentos foram um modo que encontrei para criticar análises de sistemas que fiz e que possivelmente farei futuramente. Mas acho que pode ser utilizado em qualquer análise de problema e solução.

Pergunte O QUE? Tente entender O QUE perguntando POR QUE? Então pense em vários modos de solucionar o problema, através de diferentes COMO?, não desconsidere ninguém, considere o COMO mais “idiota” possível também. Este é o POR QUE NÃO?

Para cada COMO, procure os problemas, e reaplique o modelo acima.

Escreva numa lista os COMO? Critique cada um deles. Escreva prós e contras.

Selecione quantos COMO forem possíveis de serem desenvolvidos no tempo de análise que você possui. Aplique o TENTE. Se você se deparar com outra solução, considere o POR QUE NÃO e coloque esta nova possível solução na lista de COMO?.

Escreva objetivamente sobre cada COMO e seu TENTE. Escreva para que seja entendido, e também para que não seja desentendido.


Vilarejos e a Vaca Sagrada

Continuando o post anterior, terminamos o passeio de Gipsy, e fomos para a casa de campo descansar e passar a noite.
Uma casa muito boa, com florestas por todos os lados, ótimo lugar para passar uns dias de folga.

De manhã, acordamos cedo, tomamos um Tchai, e fomos andar pela estrada no meio do mato até o café ficar pronto. Andamos, andamos, acordamos, voltamos para casa e tivemos nosso café-almoço. Um monte de roti (um tipo de pão) com uma espécie de molho de batata com couve-flor e temperos. E ainda batata frita (aquelas ruffles sem marca), e laranja (bergamota no sol, porco cáne!). E água e tchai.

Agradecemos o pessoal que serviu e fizemos nosso “checkout” (pegamos as malas, jogamos no carro e fomos embora).

Passamos numa espécie de fábrica de derivados de vaca! Sim, reaproveitamento de tudo da sagrada vaca. Seu leite, sua urina, suas fezes, seu coro.. Muito interessante. É possível tratar as fezes e fazer sabonete, é possível tratar a urina e fazer remédio.. Também fomos dar um Oi para as vacas no cercado.. Muito legal.

Daí então iríamos para uma outra floresta, que no fim das contas não visitamos, e passamos num vilarejo que segundo o nosso anfitrião, mostra a real Índia. Lembrei do nosso nordeste, não que tenha visitado, mas pelo que vi na mídia (huu, essa mídia é foda).
As pessoas sobrevivem, não vivem, na mais humilde condição. As casas feitas de barro, as vacas e cabras/cabritos/bodes amarrados na frente das casas, as máquinas manuais de tirar água, passar água misturada com fezes de vaca ao redor de casa para evitar moscas e mosquitos (sim, e não tem um mosquito ou mosca, por incrível que pareça), incrível. Veja as fotos abaixo :)..

Esta história dos derivados da vaca, reaproveitamento de tudo dela (menos sua carne), e tendo ela como sagrada pelos hindus, foi o mais fantástico. Uma das frases do anfitrião que marcaram nesta viagem foi: “Você vê, a vaca é sagrada não apenas por causa da religião, mas porque ela oferece todas estas possibilidades de aproveitá-la. Nada é desperdiçado. Este é também um dos motivos pela qual a vaca é sagrada para nós.”


Pench Parque Nacional

Este fim de semana (25 e 26/2) o dono da empresa nos levou para conhecer um dos conhecidos parques nacionais ao redor de Nagpur. Nagpur é um ponto centro que dá acesso à pelo menos uns cinco parques nacionais. O que visitamos chama-se Pench National Park.
Saímos cedinho sábado de manhã, 6 horas, e chegamos na primeira parada perto das 8 horas. Carregamos um guia no carro, e seguimos para dentro das florestas de carro.

Ooh natureza. Muito mato, árvore, lagos, e animais selvagens, em sua maioria assustados e cautelosos, possivelmente se perguntando: “o que que esses humanos estão fazendo aqui?”.

Andamos cerca de umas duas horas e meia, e rumamos para o outro lado do parque nacional. Chegamos lá cerca de meio dia, neste meio tempo tentando contato para reservar a casa de campo para passar a noite, almoço e asfalto.

De tarde, chegamos no outro lado do parque nacional. Deste lado o gerenciamento do parque é mais bem estruturado. O passeio pelo parque é feito de jipe aberto (o Gipsy, como chamam). Deixamos o carro na entrada do parque e fomos passear de Gipsy pela floresta, em busca do tão esperado tigre! Andamos umas três horas, com paradas dos guias para “esperar” o tigre, mostrar pegadas, etc, e então finalizamos o passeio.

Neste primeiro dia, a gente viu coruja, veado, alce, bluebull (uma espécie de cavalo selvagem misturado com boi, bem estranho), macacos, pássaros, águias, pavão, porco do mato. Pena não termos conseguido ver o tigre.

Como foi apenas um dia, não fomos na parte onde há elefantes, búfalos e alguns outros animais, mas foi muito, muito legal o passeio. Seguem algumas fotos mais abaixo.

Sobre o domingo, meio dia, fica para o próximo post. Este já está comprido demais :)


Jornal Sul Brasil

Opa, só postando a notícia que saiu no Jornal Sul Brasil, de Chapecó :)

Peguei na página 21 do jornal online em: http://www.jornalsulbrasil.com.br/site/?p=11580

Clica com o botão direito, Abrir em Nova Aba para poder ver melhor e ler também.

 


Notas sobre Hyderabad

Algumas notas sobre a cidade de Hyderabad:

Cidade bastante movimentada;
Visibilidade gritante de bairros: maioria hindus, maioria muçulmanos..
Golconda Fort: antigo, construído sobre grandes rochas, incrível;
Templos e Palácios históricos;
Passeio de barco para chegar na estátua do Buddha (de 17 metros e 320 toneladas, esculpida em uma única rocha) em meio ao lago.
Andar de ônibus ao invés de auto-richshaws e pagar cerca de 7 ou 8 vezes menos;


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