O livro se baseia na transformação do nosso mundo em números. Tudo o que fazemos, ações que tomamos, locais por onde andamos, seja online ou mesmo offline, está sendo rastreado, e estas informações são manipuladas por empresas com os mais diferentes objetivos, a fim de nos classificarmos em grupos e direcionar ações sobre nós. O livro se resume em alguns capítulos, de onde separei alguns cujas idéias achei interessante, e estarão abaixo.
Funcionários
Você é “perseguido”. Seu chefe sabe o que você vai fazer mesmo antes de você ir lá falar com ele. Mas o ponto principal é que ele possa usar isso de forma positiva, pois sabendo dos seus pontos fracos e fortes, pode colocar você em situações onde você pode prosperar.
Consumidores
Nossa navegação em websites, pesquisas, etc. é toda rastreada. Os varejistas tem acesso à estas informações, como de onde saímos, por onde fomos, tentando descobrir para onde vamos ou qual será o nosso próximo passo. Isto facilita direcionamentos de propagandas. Prevendo comportamentos, padrões de consumo, os varejistas nos induzem a gastar. Comerciantes que conhecem seus clientes têm maior vantagem. Eu posso me ver como consumidor, e também como comerciante futuramente.
Blogueiros
Houve um certo momento que uma operadora de celular começou a cobrar uma taxa sobre a transmissão bluetooth para o celular. Um determinado grupo de pessoas reclamou muito, os “usuário avançados”, que estavam sempre utilizando desta tecnologia, enquanto os demais grupos talvez nem souberam ou ignoraram a taxa. Sabendo disso, a operadora de celular pôde aumentar o preço de aparelhos direcionados à estes “usuários avançados” e fornecer a taxa grátis, enquanto para os demais grupos a taxa continuava sendo cobrada. Este valor a mais cobrado nos novos aparelhos compensava a taxa fornecida gratuitamente. Esse é o ponto! Estudar o grupo, pensar estrategicamente, agir de forma inteligente.
Pacientes
A idéia aqui é possuir vários sensores em casa, fornecendo dados de cada pessoa da família para uma central que toma conta da saúde da mesma. Vejo aqui que surge a necessidade das “redes de sensores”, a princípio voltada para a medicina, a fim de facilitar a vida e o controle de pessoas e médicos. Fiquem ligados na oportunidade =D
Conclusão
Enfim, é melhor usar toda esta montanha de dados em nosso benefício. “Usar nossos dados para nos deixar mais felizes, mais ricos e cercados de mais amigos – ou talvez apenas para nos conhecermos melhor”.
É meio assustador pensar que vivemos num Big Brother (1984) atualmente, que tem alguém controlando e visualizando nossa vida, nosso dia a dia. Mesmo que esse pessoal não esteja preocupado primeiramente em saber cada detalhe de cada pessoa em específico, e apenas nos classificar em grupos para direcionamento de mensagens, ainda é assustador. Privacidade? A gente pensa que tem!